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2009
12.08
Carne é criada em laboratório 2009 será o 5º ano mais quente já registrado

Músicas pela mudança: Os artistas que cantam pelo clima

Por: Guilherme Costa | Categoria: Curiosidades, Matérias, Reflexão | Tags: cultura, Live8, Mudanças Climáticas, Responsabilidade Social

As ações verdes podem aparecer de diversas formas: seja através de um acordo climático, de uma intervenção cultural no ambiente urbano ou com uma canção. Este último exemplo pode ser o mais eficiente quando o assunto é conscientizar as pessoas de forma direta, poética e global. Os músicos engajados nas causas climáticas transformam a luta ambiental em notas musicais e os gritos a favor da natureza em versos melódicos.


Alguns músicos se destacam por trazer em suas composições verdadeiros hinos por um mundo melhor. Conheça um pouco mais destas personalidades:

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Radiohead

A banda britânica Radiohead tem mais do que músicas de sucesso em sua discografia. Ao longo da carreira, o vocalista Thom Yorke percebeu que sua popularidade poderia ajudar a levar o grito a favor do meio ambiente para todos os cantos. Principal personalidade por trás da organização sócio-ambiental Friends of the Earth, Yorke divide a responsabilidade com seus colegas de banda. “Meus companheiros fazem tudo o que podem contra o aquecimento global” disse.

O Radiohead é tão consciente do problema que fizeram uma apresentação via internet para um programa de televisão americano, evitando a viagem de avião. Além disso, Yorke e companhia fazem shows apenas em locais acessíveis para o público, evitando assim que os fãs sejam obrigados a usar seu próprio veículo.

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Forfun

As letras da banda Forfun sempre exaltaram as belezas da natureza e a essencial harmonia entre ser-humano e meio ambiente. Os jovens são o principal público dos cariocas que sabem que estas mensagens ecológicas chegam de forma mais simples se cantadas.

A música “Panorama” é um exemplo que o pensamento responsável independe da idade ou do ritmo musical: “Vivemos entre os trópicos, onde as águas de março costumavam fechar o verão, alimentamos pensamentos utópicos, utilizamos a biodiversidade como fonte de inspiração. Imagine como era tudo no tempo do meu avô, quando não existiam celulares e garrafas PET”

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Bob Dylan

“Pisei no meio de sete florestas tristes, estive diante de uma dúzia de oceanos mortos ouvi o rugido de uma onda que poderia afogar o mundo inteiro” diz Dylan em “A Hard Rain’s A-Gonna Fall”

Uma das composições de Bob Dylan embalam a Conferência sobre Mudanças Climáticas em Copenhague. “A Hard Rain’s A-Gonna Fall” foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como hino não-oficial da COP-15. A canção, que em tradução livre quer dizer “uma forte chuva irá cair”, resume bem os medos de toda uma geração. Mesmo que tenha sido escrita no ápice da Guerra Fria, a composição de Dylan inspirou o fotógrafo ambiental Mark Edwards, da ONU, que após se perder no deserto do Saara, foi salvo por nômades: “Meu salvador esfregou dois gravetos juntos. Ele fez fogo e tomamos uma boa xícara de chá. Então ele ligou seu velho toca-fitas, e Bob Dylan cantou”, disse à BBC.

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Sting

O vocalista da banda The Police vai além dos clássicos “Every Breath You Take” e “Roxanne”. Suas músicas são complementos de suas ações em prol da natureza. Apaixonado pela diversidade ecológica do Brasil, Sting, que também é ambientalista, esteve no país recentemente para cantar e reforçar o seu apoio ao movimento indígena que questiona a construção da hidrelétrica Belo Monte, na região da Volta Grande do Xingu, no Pará.

Ao longo de sua carreira foram vários os álbuns que trataram do descaso humano com a natureza. “The Dream of the Blue Turtles”, por exemplo, foi composto em plena Guerra Fria e ressalta temas como a exploração da mão de obra infantil, as conseqüências dos conflitos e a apatia perante as mudanças climáticas.

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Midnight Oil

Desde os anos 80, as letras da banda Midnight Oil chamavam a atenção. Não só pela batida inconfundível dos australianos, mas também pelos protestos contra a poluição e os direitos do povo aborígine que suas letras guardavam.

A música “Beds are Burning” que diz “Como nós podemos dançar se o nosso próprio berço está queimando” e culpava os australianos pelo extermínio do povo indígena foi música tema da Campanha Tick Tick Tick antes do início das reuniões da COP-15.

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Bob Geldof

Bob Geldof divide a função de cantor e compositor com a de humanista. Ele é a personalidade por trás do primeiro hino contra a fome na Etiópia e de eventos musicais gigantescos a favor da África. Foi a partir de uma reportagem sobre as condições subumanas no país que Geldof se juntou ao U2 e outros grandes nomes para compor “Do They Know It’s Christmans” e formar o conjunto Band Aid.

Esta primeira atitude resultou no concerto de caridade Live Aid, que reuniu as maiores e mais populares bandas que cantaram pela paz. Recentemente, o show Live 8 alertou os países mais ricos do mundo para os problemas na África e pediu o perdão da dívida externa africana. As ações humanitárias de Geldof deram para ele uma nomeação para o Prêmio Nobel da paz e o título honorário de cavaleiro atribuído pela Rainha Elizabeth II.

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Jack Johnson

O contato com a natureza traz uma característica especial à música do havaiano, Jack Johnson. Cantor, compositor e surfista nas horas vagas, Johnson traz nas suas letras verdadeiros ensinamentos de como se comportar de forma sustentável. “Eu preciso passar para o meu filho o que eu penso sobre a natureza” disse o cantor.

Jack Johnson é o compositor de “The Sharing Song”, música que ensina o valor de dividir as coisas na vida. “É muito mais divertido quando dividimos as coisas, dê um para o seu amigo se você tem três, se você tem um sanduíche parta no meio e divida” canta em um dos versos. Outra música que trata de um tema ambiental é “3 R’s”, que, como o nome já diz, canta a tríade Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

O havaiano ainda possui a fundação Kokua Hawaii, que apóia a educação ambiental nas escolas e comunidades do país. “A missão da fundação é fornecer aos alunos encontros emocionantes e interativos que permitam aumentar a sua valorização e compreensão do seu ambiente” diz o site da fundação.

-

*Via EcoDesenvolvimento.

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10 comentários

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  1. Responder
    Marco Antonio falou: 08.12.2009 20:09

    Tudo bem, achei bem interessante essa colocação. Mas não podemos esquecer que shows de artistas como Radiohead e Jack Johnson exigem uma logística altamente complexa (com bastante consumo de combustível, obviamente), contando também a estrutura desses mega-espetáculos, que por cálculos divulgados pela mídia consomem energia que daria para abastecer cidades inteiras.
    Eles também poderiam conscientizar aos seus fãs e frequentadores sobre lixo. Quantas garrafas e latas encontramos pelo chão no dia posterior ao evento?

    Não quis ser incoveniente com seu texto, foi bem colocado, mas quis mostrar o outro lado da moeda também. Aprecio o debate!

    Abraço

    • Responder
      Mello falou: 11.12.2009 14:03

      Marco, é interessante o ponto levantado por vc, e alguns artistas de fato ja se preocupam com esse tipo de impacto.
      Sou fã do Jack Johnson e se voce entrar no site dele, você verá que ele e a sua banda trabalharam numa espécie de cartilha para tornar a turnê dele Carbon Neutral. Eles desenvolveram uma série de atitudes e sistemas que permitem que o impacto causado por eles seja mínimo. Utilizam somente biocombustiveis nos veículos, criaram um ingresso com cota de carbono, a qual ele doa para a fundação, oferece desconto para quem cria grupos para ir ao show por transporte publico ou van, coloca bebedouros espalhados por toda a area do show para as pessoas reabastecerem suas garrafas sem ter que comprar novas. Alem disso antes de cada show, existe uma espécia de “Feira” onde as ongs locais exibem o trabalho realizado em prol do meio ambiente, com apresentações dos integrantes da banda, e as vezes até dele mesmo. São atitudes assim que eu espero de compositores que se engajam na causa ambiental. Vale a pena conferir o site dele jackjohnsonmusic.com e a “All-at-once community”

  2. Responder
    Mariana Sales falou: 08.12.2009 21:00

    FORFUN foi um dos principais incentivadores não só pra mim, mas pra muitos jovens, perceberem como está o mundo que a gente vive, e começar a fazer alguma coisa.
    E eles vão além da musica, estão sempre postando textos e dicas de como ajudar o meio ambiente :)

  3. Responder
    Sérgio falou: 09.12.2009 00:29

    Essas expressões artísticas são muito importantes para mudar paradigmas. Parabéns a esse pessoal. Gostei especialmente do Radiohead, pela preocupação em evitar aviões e fazer shows em locais acessíveis. Mostra que eles não tem um discurso vazio. Mas concordo também com o Marco Antonio. É importante questionar o impacto que um show desses traz. Sempre há o que melhorar.

  4. Responder
    Guihgow falou: 09.12.2009 01:46

    Esqueceram de Lenine… Mas todos estes também são muito bons!

  5. Responder
    Eduardo falou: 09.12.2009 13:15

    A música é uma das melhores formas de se transmitir uma mensagem, parabéns aos músicos.

  6. Responder
    wanderley belarmino da costa falou: 09.12.2009 17:45

    Creio que não podemos retardar ou parar o avanço tecnológico do planeta. E no no cotidiano iremos descobrir novas maneiras de viver, poluindo menos, economizando mais para colaborar com povos menos fartos com os bens da terra.
    Temos que fazer, cada um de nós, o que for preciso para melhorar o meio anbiemte
    ecologicamente. Podemos até copiar sistemas, mas não podemos esperar isto, temos que ter cada um de nós a consciência ecológica, e agir agora.

    • Responder
      Marco Antonio falou: 11.12.2009 18:19

      Concordo que não podemos retardar ou parar o avanço tecnológico, mas também acho que podemos tirar proveito até da própria tecnologia para criar alternativas sustentáveis.

      Muita gente não sabe o impacto ambiental que esses shows de grande porte causa no ambiente. Que tal começar a combinar fontes de energia renováveis, combustíveis menos poluidores, etc?

      Foi isso que quis dizer.

  7. Responder
    Efigênia Oliveira falou: 09.12.2009 18:49

    Temos que valorizar o debate, transformar o que se diz, o que se canta, em questionamento, para não passar despercebidas as ações praticadas por artista, fazendeiro, pescador, gari, estudante… Tudo deve ser transformado em responsabilidade. A música As baleias, de Roberto Carlos, foi um apelo belíssimo que deve ser regravada por um intérprete desta geração, para chegar aos ouvidos de hoje, como um repensar crítico de todos nós.

  8. Responder
    Marco Antonio falou: 09.12.2009 19:55

    Concordo, Efigênia. Existem tantas músicas que valorizam a sustentabilidade e a paz de um modo geral, valem a pena para plantar aquela semente nas cabeças de cada cidadão.

    Do novo cd do Frejat, que se chama Intimidade entre estranhos, recomendo a música “Eu só queria entender”, um golpe direto e objetivo no egoísmo. Adiante, a letra:

    Ah, será que ninguém percebeu que estamos girando no mesmo lugar?
    Regredindo no tempo sem saber aonde nós vamos chegar?
    Maltratando a Mãe-Natureza e esse imenso altar?
    Impondo a miséria no mundo em nome de um tal “bem estar”?

    Eu só queria entender o porquê

    Ah, será que um dia uma estrela-guia virá pra mostrar o nosso papel:
    Que a vida é uma linha fininha e o homem é o seu carretel?

    Eu só queria entender o porquê
    Eu só queria entender o porquê

    Ah, será que o sentido da vida é viver o prazer de ostentar o poder?
    E depois, ao final, quando tudo acabar, o que vamos fazer?
    Eu espero que o homem perceba que assim está se matando
    Acabando com o mundo, sem ter, nem porque, é a razão de um insano

    Eu só queria entender o porquê de viver
    Eu só queria entender o porquê pra viver
    Eu só queria entender o porquê pra dizer:
    Eu só queria entender o porquê

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