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2009
11.09
Saara e Oriente Médio vão produzir energia Mudanças climáticas podem aumentar a produção da cana-de-açúcar

Pré-sal não atrapalha biodiesel, diz diretor da Ubrabio

Por: Guilherme Costa | Categoria: Economia, Equipamentos, Geração de Energia, Legislação, Matérias, Política, Transporte | Tags: Biodiesel, Carros, economia, Energia, Política, Pré-Sal, Transporte
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As atenções dispensadas ao petróleo da camada pré-sal não atrapalham o programa do biodiesel. Essa é a interpretação do diretor executivo da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), Sérgio Beltrão. Segundo ele, o biocombustível vai continuar crescendo, como já estava planejado, e a iniciativa privada continua apostando no projeto.

“A sociedade global está querendo mudar o paradigma de consumo, seja por questões ambientais ou pela saúde pública”, afirmou. No próximo ano, oito novas usinas de biodiesel devem entrar em funcionamento nos estados de Goiás, do Rio Grande do Sul, do Paraná, de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.

De acordo com Beltrão, o novo combustível tem espaço para crescer sem afetar a produção de alimentos porque o Brasil tem aproximadamente 90 milhões de hectares de pastagens degradadas e áreas já desmatadas. Ele destacou que a ideia de que o biodiesel usa comida para produzir combustível é completamente errada.

“O biodiesel é produzido a partir do óleo da soja, por exemplo. O que sobra é farelo, que alimenta a produção animal. Para cada litro de óleo, temos quatro quilos de farelo que vão virar proteína animal”, explicou o diretor da Ubrabio.

Apesar de apostar no crescimento da adição do biodiesel ao diesel consumido em todo o país, Beltrão reconhece que o produto é cerca de 30% mais caro. “Mas, para comparar o preço, é preciso considerar os gastos com saúde pública, em função das doenças provocadas pela poluição, e com os impactos ambientais”, ressaltou o produtor.

Quanto à poluição, Beltrão lembrou que o biodiesel ajuda a diminuir a queima de enxofre pelo fato de se usar menos diesel devido à mistura, óleo combustível que é usado também como lubrificante Segundo ele, a chamada Agenda Conama – referência ao Conselho Nacional de Meio Ambiente – prevê a redução gradual de enxofre no combustível.

Atualmente, existem três tipos de classificação do diesel quanto a isso. Nas estradas, ele tem em geral 1.800 partes por milhão (ppm), nas regiões metropolitanas, 500 ppm e em algumas cidades, como Curitiba, 50 ppm.

Para 2013, está prevista a implementação do S10, com 10 ppm. “O biodiesel entra como um fator de melhoria da qualidade, podendo se antecipar às metas de qualidade do diesel”, concluiu Beltrão.

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*Via AgênciaBrasil.

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38495 comentárioshttp%3A%2F%2Fblog.eco4planet.com%2F2009%2F11%2Fpre-sal-nao-atrapalha-biodiesel-diz-diretor-da-ubrabio%2FPr%C3%A9-sal+n%C3%A3o+atrapalha+biodiesel%2C+diz+diretor+da+Ubrabio2009-11-09+15%3A00%3A53Guilherme+Costahttp%3A%2F%2Fblog.eco4planet.com%2F%3Fp%3D3849

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  1. Responder
    Felipe falou: 09.11.2009 13:58

    E sei que não tem nada a ver com o post, mais eu e alguns amigos gostaríamos de ajudar no plantio das mudas.
    Somos de Ribeirão Preto, como entramos em contado?

    Obrigado.

  2. Responder
    Victor Perez falou: 09.11.2009 22:56

    Gostaria que a Manchete fosse mais debatida.. Devemos questinar como estarão os investimentos públicos em biocombustiveis nos próximos anos? Como a grande imprensa tem atuado em ‘defesa’ do pré-sal? Vocês notaram o surgimento de matérias do tipo “álcool polui mais”? Afinal de contas, quais são os parametros (CO2, NOx, SOx, ?) para esse tipo de informação e por que não eram avaliados antes?
    Não queremos que o pré-sal não se torne a nova ‘monocultura’ brasileira. Temos conhecimento e campo para diversificar nossas fontes de energia, resta saber como os recursos serão aplicados e de que forma a mídia vai legitimar esta posição.

  3. Responder
    arthur bof demuner falou: 10.11.2009 16:03

    uma coisa que todo mundo esquece: é necessário água, e muita, para plantar…
    e consome tanta agua ao ponto de ser questionável se é realmente melhor plantar para movimentar os caminhões ou apenas tirar do fundo da terra do fundo do mar…

    acredito que se investissem mais em pesquisas em outras áreas, teriam resultados melhores e menos poluentes em pouco tempo, mas nãaaaao, tirar petroleo do fundo da agua e desmatar e plantar para combustível é mais fácil (e provavelmente eles lucram mais)

    • Responder
      Lívia falou: 08.01.2010 00:25

      Arthur, você falou que é necessária muita água para plantar essas árvores e que essa iniciativa é questionável. Mas você não acha que se deixarmos de fazer tudo em que se é necessária a perda de algo, nós não faríamos nada? Se até o ar que respiramos é capaz de nós matar, vamos deixar de respirar? E eu estou falando do oxigênio, 02, não do dióxido de carbono a que estamos acostumados a respirar, que é muito pior. Ou mesmo posso citar a violência em que se encontram as grandes metrópoles; por esse motivo você vai parar sua vida e nunca mais sair de casa? São nessas situações em que é necessário que se pense além, além do agora. Quais benefícios isso pode gerar? É realmente importante que eu faça isso? Gerará alguma melhora no mundo? Essa atividade que os donos do eco4planet se propuseram a fazer, foi uma idéia genial, imagine, acessos se convertendo em árvores! Você não acha que tendo um ar mais limpo, compensa essa ‘perda’ de água, à qual você se refere? Fora que nada seria um desperdício, a água seria usada pra melhorar a qualidade do ar que respiramos. Acho que esse seu protesto deveria ser feito em outro lugar, onde as pessoas não tenham consciência ambiental, ou mesmo saibam falar sobre desenvolvimento sustentável. Sobre a questão de desenvolver pesquisas em outras áreas… Você diz, por exemplo, pesquisar modos de obter energia renovável ao invés de investir em meios de tirar petróleo do fundo do mar? Se for isso, concordo. Os grandes investidores de países desenvolvidos visam apenas o dinheiro que arrecadarão com essas atividades e, para eles, o petróleo é mais lucrativo. Porém acho que não devemos apenas reclamar e nos mostrar indignados perante essas atitudes: devemos nos manifestar aos órgãos competentes ou, até mais, fazermos e sermos as mudanças que queremos ver no mundo. Que tal você mesmo partir pra iniciativa? Como essa, desse site. Plante árvores, recicle, conscientize as pessoas ao seu redor, promova campanhas, ande de bicicleta ao invés de carro, compre produtos ecologicamente corretos…há tantas coisas a serem feitas, basta boa vontade e ATITUDE.

  4. Responder
    TáciaCamila Machado falou: 30.12.2009 11:13

    A verdade é qué a mídia “sempre” vai defender os interesses das classes privilegiadas com o desenvolvimento de técnicas e energias não-renováveis. =(
    Afinal, quem patorcina a mídia?

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