11.20

Foto de uma usina hidrelétrica. Fonte: MC Online
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, sinalizou hoje (18) que a licença ambiental prévia para a construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, deve sair até o dia 25 de novembro. Ele confirmou notícia veiculada em setembro pela Agência Brasil de que a licença do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sairá antes de esgotar-se o prazo de seis meses, desde a concessão do aceite do Relatório de Impacto no Meio Ambiente (EIA-Rima) ocorrido em 25 de maio.
A licença prévia indica que o empreendimento pode ser feito no local pretendido. Após essa licença, ainda é necessária a autorização específica para preparar o terreno, a licença de instalação para realização das obras e, finalmente, a licença de operação para o funcionamento da usina.
“Nós estamos dentro do prazo”, disse Minc que avalia, no entanto, que a usina de Belo Monte, “a terceira hidrelétrica do mundo e maior obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], é a licença mais complicada do país”.
Minc ressaltou que durante a avaliação do relatório ocorreram duas interrupções judiciais e foram realizadas quatro audiências públicas sobre o empreendimento. O ministro defendeu o rigor do licenciamento. “Isso tem que estar tudo direitinho. A minha ordem é a seguinte: todas as respostas têm que ser dadas. Nenhum problema tem que ficar sem solução. Tem que cumprir todos os aspectos da lei”.
O ministro destacou, ainda, os aspectos positivos do projeto. “A coisa mais importante de uma licença é a qualidade do empreendimento. Eram quatro usinas que iam impactar o Xingu e passou para uma, as outras três foram deletadas. Iam ser inundados 1.500 km quadrados, passou para 500 km quadrados”.
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*Via AgênciaBrasil.

É importante entender que a LP (Licença Prévia) declara a viabilidade ambiental do projeto. Porém nenhuma pedra pode ser movida antes da LI (Licença de Instalação). Importante mesmo é que o orgão licenciador (IBAMA) cumpra as palavras do ministro. Vamos cumprir a lei!!! Hehe
É importantíssimo o fato do projeto ter sofrido modificações ao longo de seu planejamento em prol de ganho na qualidade ambiental. Como atualmente não paramos o desenvolvimento e crescimento econômico, o jeito é definir premissas ambientais para que os projetos as cumpram.
[...] This post was mentioned on Twitter by Clarissa de Moraes . Clarissa de Moraes said: Palhaçada! RT @eco4planet Minc sinaliza que licença ambiental de Belo Monte sai até 25 de novembro – http://is.gd/4ZtEm [...]
Cara, precisamos fazer algo sobre isso…
que bom!
usinas hidreletricas é a melhor forma de obtenção de energia em larga escala, visto que as outras tem muitos riscos (nuclear) ou poluem muito (termelétricas).
espero que lembrem de tirar todas as arvores da área que será inundada para não entrarem em decomposição e liberar uma grande quantidade de co2 na atmosfera…
Bom ??
Sinceramente, mudar o curso de um rio não é tão bom assim !
Pelas pessoas, animais, arvores, e todo o impacto que sera gerado na região !
Energia Eólica, solar, isso sim seria bom !!
Sou totalmente contra essas hidreletricas !
O governo, mais uma vez, ignorando a vida de quem vive lá.
http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/noticias/belo-monte-lideran-as-ind-gen
O Brasil com seu potencial de ventos e sol ainda insiste em destruir a flora e fauna nativas! Será que algum dia nossos governantes vão avançar para uma economia sustentável, sem prejuizos ao meio-ambiente?
Deveríamos mesmo é necessitar de menos eletricidade.
Ou, ao menos, não sendo tão “radical”, descentralizar a produção.
Já existem projetos de desenvolvimento de geradores domiciliares de energia, baseados em água, em óleos vegetais, e mesmo em energia humana (como bicicletas ergonômicas que guardam energia elétrica enquanto você pratica seu esporte).
Basear nossa dependencia de eletricidade em redes descentralizadas seria certamente muito mais benéfico ao ambiente.
Também não acho nada boa a construção dessa hidrelétrica. Deveríamos é pesquisar fontes de energia mais eficientes e de menor impacto. Mesmo as usinas eólicas causam perturbações nos locais onde são instaladas, mas imagino que sejam efeitos menores do que a inundação de uma área tão grande e na alteração do curso de um rio de extrema importância.
Entretanto, não sei se há alguma esperança. Se o ministro já deu sua palavra, talvez não haja mais o que possa ser feito.