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Qual será o custo das mudanças climáticas para o Brasil? Onze instituições do país fizeram a conta e calculam um prejuízo que pode chegar a R$ 3,6 trilhões até 2050. De acordo com o estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades, lançado na quarta-feira(25), as perdas econômicas equivalem a pelo menos um ano inteiro de crescimento jogado no lixo se nada for feito para evitar os impactos da mudança do clima em setores como agricultura e energia e em regiões como a Amazônia e as zonas costeiras.
Inspirado no Relatório Stern, estudo britânico que em 2006 calculou o custo da mudança climática em 20% do Produto Interno Bruto (PIB) global, a pesquisa brasileira parte de cenários do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) para calcular o impacto do aquecimento global nas contas do país.
No primeiro cenário, o Brasil chegaria a um PIB de R$ 15,3 trilhões em 2050, mas perderia 0,5% (R$ 719 bilhões) por causas das mudanças do clima. No segundo, considerando uma trajetória de crescimento mais limpo, o PIB chegaria a R$ 16 trilhões, mas as perdas seriam de 2,3% (R$ 3,6 trilhões).
Coordenadora operacional do projeto, a pesquisadora da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Carolina Dubeux, afirma que é preciso deixar claras as consequências macroeconômicas da mudança do clima, que não se restringem aos debates científicos e ambientais.
“O impacto do clima ainda vai ser modesto em 2050, ainda assim na economia será bastante grande. Há uma tendência de redução do PIB em função da mudança climática. E no Brasil isso vai aumentar as disparidades regionais”, cita.
Entre os setores mais vulneráveis aos prejuízos do aquecimento global no país estão agricultura e energia. Se nada for feito para adaptar a produção às mudanças do clima, todas as culturas – com exceção da cana-de-açúcar – sofrerão redução das áreas com baixo risco de produção. Para as lavouras de café, o percentual é de 18% e para a soja chega a 30%. A perda anual na agricultura pode passar de R$ 10 bilhões, de acordo com o estudo.
O custo da falta de ações para o setor energético também será alto. Com a redução da vazão dos rios, o sistema elétrico vai perder capacidade de geração, principalmente nas regiões Nordeste e Norte. “A perda de energia firme vai ser da ordem de 33% Tem que haver planejamento para o futuro que considere isso, com complementação por outras fontes”, calcula a pesquisadora.
Nas zonas costeiras, a elevação do nível do mar pode causar prejuízos de até R$ 207,5 bilhões até 2050 com a perda de patrimônio.
Para a Amazônia, o levantamento estima perda de até 38% das espécies, além de R$ 26 bilhões a menos por ano com a perda de 12% dos serviços ambientais. O cenário considera a redução de 40% da cobertura vegetal da floresta, que, segundo o IPCC, deverão ser convertidos em savana.
O estudo, que levou cerca de dois anos para ser concluído, teve a colaboração de instituições como o Instituto de Pequisas Espaciais (Inpe), a Universidade de São Paulo (USP), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Fórum Brasileiro de Desenvolvimento Sustentavel e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
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*Via AgênciaBrasil. Imagem via galizebandido’s

[...] This post was mentioned on Twitter by Tiago Azevedo, Rafael Augusto Gomes. Rafael Augusto Gomes said: RT @eco4planet: Brasil pode perder R$ 3,6 trilhões até 2050 por causa das mudanças climáticas – http://is.gd/55qHy [...]
O Brasil ainda não tem políticas públicas que visam frear os efeitos devastadores que o meio ambiente vem sofrendo. Os dados acima, contam com ações em âmbito nacional. mas se pararmos para analisar a situação em algumas cidades brasileiras, a coisa pode piorar. Em Nova Lima, por exemplo, a expansão de condomínios em reservas de preservação de Mata Atlântica está desenfreada e o interesse político não deixa que nossos líderes parem com a degradação.
Esse não é apenas um luxo dessa cidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte – MG. A sociedade civil tem que se organizar e combater esses abusos contra nossos bens naturais.
Meus os cara vai logo acaba com apenas 40%, e isso nada mais do q 40% da floresta tropical q ja foi a maior floresta do globo terrestre………
E se voçê acha q acabou sao nada mais nada menos do que 38% das especies, delas quais sao somente emcontrada ali…….
E mais nao e tudo nao falamos da fauna, das especies q oje sao, perfumes……ou ate remedios…….
mais ai essa noticia fais parar para repensar o modo de vida…….
Boa materia……