09.26

Processo de produção dos novos tijolos requerem de 80% a 90% menos energia e emitem 85% menos gases causadores do efeito estufa.
NEWARK – Esqueça os microchips. O Vale do Silício vê um futuro lucrativo nos humildes tijolos, graças a um processo de produção de baixo consumo de energia.
A Calstar Products, fabricante de tijolos, conta com muitos doutores em tecnologia, além do apoio de profissionais de investimento de risco cuja visão é a de criar edificações com custo mais baixo e economizando energia.
“Acreditamos que tenha chegado a hora de uma segunda revolução industrial”, disse Paul Holland, sócio da Foundation Capital, que investiu 7 milhões de dólares na Calstar. A EnerTech Capital liderou uma segunda rodada de capitalização que levantou 8 milhões de dólares para a empreitada.
O Vale do Silício está encontrando formas mais tecnológicas de produzir materiais tradicionais e pretende desenvolver concreto capaz de absorver dióxido de carbono, janelas que ofereçam isolamento melhor do que o das paredes e materiais para substituir a madeira.
O campo ainda é novo. Os investimentos do setor de capital de risco voltados a edificações ecológicas oscilaram ao longo da recessão, mas envolveram cerca de 45 transações, ao valor de 350 milhões de dólares, no ano passado, de acordo com o Cleantech Group.
Os tijolos comuns precisam ser cozidos por 24 horas a uma temperatura de 1.093 graus Celsius, como parte de um processo de produção que pode levar uma semana, enquanto os da Calstar são cozidos a temperaturas inferiores a 100 graus Celsius e sua produção demora apenas 10 horas, segundo o presidente da Calstar, Michael Kane.
A receita incorpora grandes volumes de resíduos de carvão consumido em usinas termelétricas, que de outra forma poderiam se tornar um poluente problemático.
O processo de produção dos tijolos – cuja aparência e sensação ao tato são iguais as de um tijolo comum – requer de 80% a 90% menos energia e emite 85% menos gases causadores do efeito estufa, se comparado ao processo usado em tijolos comuns, de acordo com a Calstar.
Custos de energia menores significam mais lucros e isso permite que a empresa banque suas pesquisas e concorra com empresas maiores, beneficiadas pela economia de escala. Os novos tijolos (que a Associação da Indústria do Tijolo dos EUA afirma não serem tijolos) serão vendidos pelo mesmo preço de tijolos de barro tradicionais.
A associação alega que não existe prova de que esses produtos durem tanto quanto os tijolos tradicionais.
Apesar disso, a Calstar conta com 16 distribuidores e quer vender 12 milhões de tijolos ou mais no primeiro ano, e planeja produzir 100 milhões de tijolos para venda no sul e centro-oeste dos EUA, diz Kane.
Depois disso, mercados de alto crescimento, como a China, serão o alvo.
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*Via Info.

[...] This post was mentioned on Twitter by Lecia Maria. Lecia Maria said: RT eco4planetVale do Silício reinventa o humilde tijolo – http://tinyurl.com/yesh8vt [...]
Processos de fabrico que consumam menos energia são de louvar tanto para as empresas como para todos nós devido à libertação de menos CO2.
sustentabilidade é a ordem do momento, é uma questão de conciencia global.
“è estranho eles quererem economizar madeira, sendo que ela é um “absorvente e retentor de carbono, desde que nasce.” Mas aproveitam o residúo de queima de termelétrica? Ou seja, a madeira foi queimada para gerar energia e sobraram residuos!Sinceramente nã osou a favor de tijolos, porque depois deles vem o cimento, para fazer o concreto, e como restituir a paisagem, nas industrias de cimento, a extração das pedras causa muito danos ao meio, os trabalhadores sofrem muitos danos a saúde, as pessoas que moram nas proximidades também. Estamos numa época em que não basta amenizar, é melhor prevenir , do que remediar já diziam os antigos. E fora q questão que muitas edificações nem precisariam ser tão grandes. Como por exemplo os estacionamentos. O uso da terra enquanto “solo ” também está entrando em questão. Precisamos aumentar a produção, tanto para alimento como para gerar energia. E ainda encontrarmos depósitos para os carros, que na maioria das vezes os utilizamos menos de uma hora por dia. Pelo menos aqui em Curitiba.
No Brasil tb já existe, há mais de 40 anos, tecnologia de manufatura de tijolos sem necessidade de fornos para a secagaem! Isso não é muita novidade! A novidade aí está em utilizar o carvão que sai das usinas termoelétricas ao invés de utilizar sol-cimento como são os nossos.
Aqui os tijlos são chamados de tijolos ecológicos ou tijolo modular.