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2009
09.26
Pequena queda da poluição no ar já favorece saúde pública Produção de alimentos precisa aumentar 70% até 2050, diz ONU

Vale do Silício reinventa o humilde tijolo

Por: Guilherme Costa | Categoria: Economia, Edificação, Equipamentos, Matérias | Tags: consumo de energia, Empresas Sustentáveis, Energia, pesquisa, Usinas

Vale do Silício reinventa o humilde tijolo

Processo de produção dos novos tijolos requerem de 80% a 90% menos energia e emitem 85% menos gases causadores do efeito estufa.

NEWARK – Esqueça os microchips. O Vale do Silício vê um futuro lucrativo nos humildes tijolos, graças a um processo de produção de baixo consumo de energia.

A Calstar Products, fabricante de tijolos, conta com muitos doutores em tecnologia, além do apoio de profissionais de investimento de risco cuja visão é a de criar edificações com custo mais baixo e economizando energia.

“Acreditamos que tenha chegado a hora de uma segunda revolução industrial”, disse Paul Holland, sócio da Foundation Capital, que investiu 7 milhões de dólares na Calstar. A EnerTech Capital liderou uma segunda rodada de capitalização que levantou 8 milhões de dólares para a empreitada.

O Vale do Silício está encontrando formas mais tecnológicas de produzir materiais tradicionais e pretende desenvolver concreto capaz de absorver dióxido de carbono, janelas que ofereçam isolamento melhor do que o das paredes e materiais para substituir a madeira.

O campo ainda é novo. Os investimentos do setor de capital de risco voltados a edificações ecológicas oscilaram ao longo da recessão, mas envolveram cerca de 45 transações, ao valor de 350 milhões de dólares, no ano passado, de acordo com o Cleantech Group.

Os tijolos comuns precisam ser cozidos por 24 horas a uma temperatura de 1.093 graus Celsius, como parte de um processo de produção que pode levar uma semana, enquanto os da Calstar são cozidos a temperaturas inferiores a 100 graus Celsius e sua produção demora apenas 10 horas, segundo o presidente da Calstar, Michael Kane.

A receita incorpora grandes volumes de resíduos de carvão consumido em usinas termelétricas, que de outra forma poderiam se tornar um poluente problemático.

O processo de produção dos tijolos – cuja aparência e sensação ao tato são iguais as de um tijolo comum – requer de 80% a 90% menos energia e emite 85% menos gases causadores do efeito estufa, se comparado ao processo usado em tijolos comuns, de acordo com a Calstar.

Custos de energia menores significam mais lucros e isso permite que a empresa banque suas pesquisas e concorra com empresas maiores, beneficiadas pela economia de escala. Os novos tijolos (que a Associação da Indústria do Tijolo dos EUA afirma não serem tijolos) serão vendidos pelo mesmo preço de tijolos de barro tradicionais.

A associação alega que não existe prova de que esses produtos durem tanto quanto os tijolos tradicionais.

Apesar disso, a Calstar conta com 16 distribuidores e quer vender 12 milhões de tijolos ou mais no primeiro ano, e planeja produzir 100 milhões de tijolos para venda no sul e centro-oeste dos EUA, diz Kane.

Depois disso, mercados de alto crescimento, como a China, serão o alvo.

-

*Via Info.

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5 comentários

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  1. Responder
    Tweets that mention Vale do Silício reinventa o humilde tijolo | eco4planet -- Topsy.com falou: 26.09.2009 16:23

    [...] This post was mentioned on Twitter by Lecia Maria. Lecia Maria said: RT eco4planetVale do Silício reinventa o humilde tijolo – http://tinyurl.com/yesh8vt [...]

  2. Responder
    Paulo Ferreirinha falou: 05.11.2009 21:21

    Processos de fabrico que consumam menos energia são de louvar tanto para as empresas como para todos nós devido à libertação de menos CO2.

  3. Responder
    Amil Romualdo falou: 21.11.2009 18:43

    sustentabilidade é a ordem do momento, é uma questão de conciencia global.

  4. Responder
    Andrea Rossetto falou: 24.11.2009 13:17

    “è estranho eles quererem economizar madeira, sendo que ela é um “absorvente e retentor de carbono, desde que nasce.” Mas aproveitam o residúo de queima de termelétrica? Ou seja, a madeira foi queimada para gerar energia e sobraram residuos!Sinceramente nã osou a favor de tijolos, porque depois deles vem o cimento, para fazer o concreto, e como restituir a paisagem, nas industrias de cimento, a extração das pedras causa muito danos ao meio, os trabalhadores sofrem muitos danos a saúde, as pessoas que moram nas proximidades também. Estamos numa época em que não basta amenizar, é melhor prevenir , do que remediar já diziam os antigos. E fora q questão que muitas edificações nem precisariam ser tão grandes. Como por exemplo os estacionamentos. O uso da terra enquanto “solo ” também está entrando em questão. Precisamos aumentar a produção, tanto para alimento como para gerar energia. E ainda encontrarmos depósitos para os carros, que na maioria das vezes os utilizamos menos de uma hora por dia. Pelo menos aqui em Curitiba.

  5. Responder
    Chrystian falou: 30.11.2009 08:45

    No Brasil tb já existe, há mais de 40 anos, tecnologia de manufatura de tijolos sem necessidade de fornos para a secagaem! Isso não é muita novidade! A novidade aí está em utilizar o carvão que sai das usinas termoelétricas ao invés de utilizar sol-cimento como são os nossos.
    Aqui os tijlos são chamados de tijolos ecológicos ou tijolo modular.

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