06.14
O Citaro, da Mercedes-Benz, já em testes na Europa
Um ônibus movido a hidrogênio passará a rodar, provavelmente ainda neste mês de junho, numa linha convencional urbana entre os bairros do Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, e São Mateus, na zona Leste, passando pelos municípios de São Bernardo do Campo, Diadema, Santo André e Mauá, dentro da Região Metropolitana de São Paulo. O feito é inédito no Brasil e traz muitas novidades.
Veículos movidos por essa tecnologia são silenciosos e não emitem poluentes. Eles lançam no ambiente apenas vapor-d’água e trazem benefícios à saúde porque não contribuem para o surgimento de doenças respiratórias, além de umidificar o ar das grandes cidades.
Ao lado dos biocombustíveis e dos veículos elétricos, o hidrogênio é visto por especialistas como uma real alternativa para os derivados de petróleo que emitem poluentes e tendem a escassear no futuro, porque as reservas de óleo e gás natural são finitas, tanto pelo esgotamento de anos de exploração como pelo aumento do consumo mundial. Assim, a experiência brasileira se enquadra dentro de uma série de experimentos que são realizados pelo mundo com carros e ônibus a hidrogênio no lugar da gasolina e do diesel com o objetivo de diminuir os gases nocivos às pessoas e ao planeta.
O preço total do ônibus não é revelado pelas partes. Sabe-se apenas que é mais caro que seus primos a diesel. O que é divulgado é o investimento total do Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio, no valor de R$ 38,5 milhões.
Entre as empresas nacionais investidoras no projeto estão a Petrobras e a Eletropaulo. As duas estão envolvidas na unidade de produção do hidrogênio. Esse gás não existe de forma isolada na natureza, embora esteja presente na água, no etanol, no gás natural e na gasolina, podendo daí ser extraído por meio da quebra das moléculas dessas substâncias que assim o liberam. O abastecimento do ônibus será feito na garagem da EMTU em São Bernardo do Campo, onde ficam os ônibus que operam no corredor. Uma estação de produção vai ser construída na garagem e será operada pela BR distribuidora da Petrobras.
O sistema utilizado será a eletrólise da água, em que uma corrente elétrica separa as moléculas de hidrogênio e oxigênio. Essa unidade de produção e abastecimento é oriunda da empresa canadense Hydrogenics, especializada na produção de hidrogênio por eletrólise. A Eletropaulo vai construir uma rede especial para o funcionamento da estação de forma menos custosa possível, com o fornecimento preferencial de energia para fabricação de hidrogênio feito fora dos horários de pico. Como a estação está sendo construída, nos primeiros meses de testes do veículo o hidrogênio virá por caminhão de uma refinaria da Petrobras no município de Cubatão.
O custo do hidrogênio por quilo (kg) seria de US$ 2,86 e a média de consumo, de 0,205 kg por quilômetro rodado. Em termos financeiros, o diesel ainda ganha, mas o hidrogênio tem vantagens ambientais cada vez mais levadas em conta.
Fontes: Fapesp e Daimler (Mercedes-Benz), texto retirado de PlanetaInteligente.

Muiiiito bom *o* espero que logo chege aqui no litoral =)
Imaginem isso em escala industrial?
O planeta agradece…
Show!
Penso que esse é o melhor tipo de combustível para a nossa realidade e para a nossa urgência. Mas é necessário que o governo concentre seu interesse por enquanto somente nesse tipo de pesquisa para que funcione em “escala”, como já foi dito, e adiar pesquisas como pré-sal, o projeto da mamona, etc., porque se o hidrogênio não polui de forma alguma enquanto essas outras formas poluem ao menos um pouco, e se já é realidade, se essa tecnologia já existe, o que estamos esperando??
Muito bom,gostei de ver o investimento Brasileiro feito para uma coisa ecologica,Valeu!
Muitoo bom!! Agora sim tah parecendo seculo XXI!! XDDDD
Parabéns à Mercedes-Benz!
Para além das pesquisas e projeto experimental, está a Petrobrás, que será detentora da tecnologia no país e que prefere no momento, continuar produzindo combustível fóssil, provavelmente para cumprir acordos internacionais, garantir o PIB, delegando para o Brasil o papel de mantenedor energético, na transição de paradigma. Não partimos para a inovação tecnológica porque não temos vontade política para tal. Manda quem pode e obedece quem tem juízo.Partir para produção de energias renováveis é o grande desafio e já sabemos até como fazer. Energia eólica, biomassa e solar, substitui em muitos casos o combustível fóssil. Mas somos obtusos, cabeçudos demais e subservientes para romper com as soluções impostas de forma vertical.
Anna falou tudo.
A tecnologia “limpa” e até mais barata a longo prazo está aí… e não é tão novidade.
Mas não usamos pq irá prejudicar o negócio dos “donos do dinheiro”
Parece bem interessante, mas não tem como não deixar de notar o seguinte trecho: “O preço total do ônibus não é revelado pelas partes. Sabe-se apenas que é mais caro que seus primos a diesel.”
O custo pra que tudo fique bom o suficiente tem sido caro, e talvez (até porque não conhecemos o projeto) o custo do vale transporte tenha de subir um pouco, uma vez que a produção deste em grande escala geraria muitas despesas, e isso teria que ser revertido de alguma forma.
Espero que encontrem uma mão-de-obra mais barata para algumas soluções, e que sejam produzida em grande escala pra todos os cidadãos poderem participar ativamente do cuidado ao meio ambiente.