04.02

Segundo especialista, a solução para os problemas ambientais é a diminuição drástica do consumo de recursos naturais e o controle da natalidade/Foto: Mikael Miettinen
Pesquisador em meteorologia pelo Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia, Prakki Satyamurty defende que o mundo adote outro caminho para reverter o quadro de destruição do meio ambiente que tem como conseqüência as mudanças climáticas.
Para ele, o desenvolvimento sustentável já não é o caminho mais aconselhável para a reversão desse quadro. A saída agora, segundo Satyamurty, seria a retirada sustentável, ou seja, a diminuição drástica do consumo de recursos naturais, aliada a um controle de natalidade que levasse a um crescimento menos acelerado do número da população mundial.
Ao falar sobre o tema escolhido pela Organização Meteorológica Mundial para marcar o Dia Mundial Meteorologia de 2009 – Tempo, clima e ar que respiramos – o pesquisador disse que a capacidade do planeta Terra de suportar o uso que se faz dos recursos naturais está cada vez mais limitada.
Por isso, Satyamurty defende que o consumo de recursos naturais deveria ser menor ou igual à reposição dessas riquezas ambientais na natureza. Segundo ele, a exploração dos recursos naturais pela população mundial já ultrapassou a capacidade de oferta do meio ambiente em escala global.
“Já passou o tempo do desenvolvimento sustentável. Agora é tempo de fazer uma retirada sustentável, ou seja, temos que retirar, gradativamente, por exemplo, o número de automóveis das ruas. Tudo o que foi colocado em excesso e hoje contribui para a destruição do meio ambiente precisa sair de cena. Esse é um assunto muito polêmico, mas as autoridades precisam parar e pensar em tudo o que está acontecendo. O mundo tem que mudar para melhor”, observou.
Satyamurty participou, nesta semana, da programação realizada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em alusão ao Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março.
Em palestra a estudantes da universidade, o pesquisador polemizou as estratégias pensadas em escala mundial para lidar com os diversos problemas causados pelas mudanças climáticas, como a falta de água. Segundo ele, a população mundial quadruplicou em 50 anos e o aumento da temperatura da superfície terrestre, do nível dos oceanos, bem como a poluição de todos ambientes são as principais conseqüências desse crescimento populacional.
“Com o aumento da população mundial, a diminuição das áreas de floresta e de espécies animais é inevitável. Mais áreas de lavoura, pastos e gado. Tudo isso provocou aumento de gás carbônico, gás metano e aumento substancial da temperatura na Terra”, relatou.
Ainda de acordo com o pesquisador indiano, assim como foi criado o mercado do crédito de carbono, também deveria existir o crédito de população. Para ele, outra missão das autoridades é o reflorestamento.
“Todo país que estivesse crescendo demais deveria pagar por isso. Seria um incentivo à redução das populações e um benefício para o meio ambiente como um todo porque o planeta não agüenta mais essa situação.”
Na avaliação do chefe da divisão de Meteorologia do Centro Técnico Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) no Amazonas, Ricardo Delarosa, é incontestável que o desenvolvimento e o progresso geram perturbações e degradações nos sistemas naturais. Contudo, ele ponderou que o grande problema das nações não é a falta de alimentos, mas a distribuição imperfeita desses recursos alimentares.
“Entendo que o que está acontecendo é uma distribuição desigual das riquezas e recursos. A população cresceu bastante, mas a produção de alimentos também cresceu”, disse.
Com relação à polêmica avaliação de Satyamurty sobre a retirada sustentável, Delarosa ponderou que não existe maneira de desenvolver sem degradar de alguma forma. Para ele, a redução da população seria uma das alternativas existentes.
“Eu entendo que o desenvolvimento sustentável é um paradoxo. Não vejo como desenvolver e, ao mesmo tempo, ter sustentabilidade, pelo menos não do ponto de vista da conservação dos sistemas naturais como a gente os conhece hoje. Temos que trabalhar para minimizar esse custo que é um ônus imposto à natureza. Na minha opinião, é preciso haver uma conscientização de que é preciso distribuir melhor os recursos e as riquezas. Acho que isso seria mais efetivo do ponto de vista de preservar mais o ambiente que a gente vive”, concluiu.
Fonte: EcoDesenvolvimento

As autoridades mundiais ainda pensam como há 50 anos. O mundo presica entender que está em um fase de crise. Se os países não entrarem em um acordo – livre de interesses políticos – para a drástica redução da extração de Petróleo e outros recursos findáveis, os danos serão irreparáveis. É triste ver o mundo aceitar o fato de que é preciso acabar com o petróleo para depois começar, de forma efetiva, a usar outra forma de energia.
Somos muitos neste planeta.
Que fique avisado prá gurizada nova aí que está nascendo!!
Não sejam mais um contribuinte para a degradação humana!
Contribuem para a (R)evolução humana!!!
A ONU já alertou sobre o consumo de carne, os pastos para alimentar o gado, desmatamentos em função da pecuária. Mas ninguém deu um pio.
Estamos falando muito sobre algumas coisas e esquecendo (ou fingindo não ver) outras.
Queremos mudar o mundo, mas seguimos sendo a espécie que mais mata animais para consumo, um consumo egoísta e desnecessário.
Realmente no sistema capitalista não ha como existi desenvolvimento sustetável, pois a lógica do capitalismo é produção e cosumo, nem que para isso tenha exauri os recursos naturais. O planta consegue se recuperar das agressões, porem será que as novas condições serão viáveis para a humanidade? Por isso cuidar do planeta é uma questão de sobrevivencia das especies que nele habitam.
todos os países DEVERIAM ter um controle sério de natalidade..Tudo bem q a propaganda governamental de planejamento familiar já é algo… mas não é suficiente! chegou tarde!!!
mas quando se fala de controle de natalidade pra pobre ou pra rico.. é “nãaao e meus direitos?” Muito bonito falar em direitos humanos… muito fácil exercer seu direito de ter 2, 3, 4, 5… filhos. E que se f*** os direitos “humanos” das próximas gerações.. e quiça os nossos tb, que talvez estejamos vivos pra ver o caos acontecer.
O planeta não está nem aí pra gente.. seremos mais uma espécie fracassada. O que está em jogo não é a sobrevivência do planeta.. é NOSSA!
Concordo plenamente com a Lu,o mundo vai se adaptar quem vai morre é a gente,os fracos somos nós.
É muito triste ler esta constatação……é uma pena…….contudo,continuarei tendo as minhas ideias mimirabolantes e as colocando em prática !!!!!!PREservando,REutilizando,REcusando,REciclando,REpensando……..
Ótimo artigo.
Não adianta mais ficar preocupando-se em implantar o desenvolvimento sustentável.
O problema é fazer com que as pessoas adotem uma nova postura, uma nova filosofia de vida.
O planeta precisa de consumidores mais críticos, uma ética ambiental, uma revolução filosófica e um golpe de misericórdia nessa cultura egoísta e consumista.
[...] This post was mentioned on Twitter by Maico_, Maico_. Maico_ said: será q o planeta ainda pode ser salvo? http://migre.me/ipaP [...]
Não acho triste ter de mudar a fonte de energia do planeta.
É MELHOR SOFRER AGORA DO QUE TER DE VER A MORTE EM MASSA MAIS TARDE…
Pois é criticamos a nossa própria raça, mas tenho certeza que a maioria escreveu isso com o ar condicionado ligado, inclusive eu =/.